Covid-19: Estudo da NTU nega relação entre uso de ônibus e aumento de casos

Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos concluiu que os riscos de contágio nos coletivos são os mesmos que em outros ambientes públicos

18 de setembro de 2020

ASCOM MACEIÓ

Os dados do estudo realizado pela Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) foram divulgados na última quarta-feira (17) e mostra que uso do transporte coletivo não colabora para o aumento de número de contágio do coronavírus. O estudo não identificou evidências que seja suficiente atribuir ao transporte coletivo o foco de contágio e disseminação do novo vírus.

Os dados foram agregados em semanas epidemiológicas, para que fosse estabelecido o mesmo referencial com a demanda de viagens realizadas por passageiros no transporte público por ônibus. No total, são 255 registros contendo os dados coletados.

O estudo foi realizado nas últimas 17 semanas de 2020 e em 15 cidades brasileiras, municípios responsáveis por mais de 335 milhões de viagens. E neste mesmo período foram avaliados os números do governo federal através do Sistema Único de Saúde (SUS) de registros de casos confirmados da covid-19. O estudo não detectou evidências que determinem o transporte coletivo de passageiros como o foco de contágio e disseminação do coronavírus. Porém, não descartou o fato do transporte ser um ambiente onde pode ocorrer o contágio, mas reforça que qualquer ambiente, como restaurante, escritórios, lotéricas, por exemplo, também são suscetíveis ao risco do vírus por ser um ambiente de circulação de pessoas.

Em Maceió o número de casos do coronavírus está em queda, assim como em todo estado de Alagoas. Para o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Urbanos de Passageiros (Sinturb), Guilherme Borges, o estudo mostra que o transporte coletivo não pode ser tido como o principal vetor de contágio do vírus.

“O estudo da NTU nos mostra um importante dado, que é a falta de evidência que o transporte pode ser o principal vetor de contaminação do coronavírus, apesar de ser um local de circulação de pessoas, não existe apenas o transporte coletivo. Apesar de Maceió não ter sido acompanhada nos estudos, as empresas de forma individual acompanham os números de contágio e também temos o registro de que o aumento do número de passageiros nas últimas semanas não influenciou em aumento de casos, pelo contrário, Maceió está em queda há algumas semanas”, destacou.

Em contrapartida, Borges acredita que não é momento de relaxar com as medidas de higienização e cuidados pessoais dentro do transporte. “As ações de higienização continuam em todas as empresas, com uso de geradores de ozônio e pulverizadores, além também das campanhas de conscientização para o passageiro e rodoviário manter o uso da máscara sempre durante as viagens”, ressaltou o presidente do Sinturb.

O estudo completo da NTU pode ser lido no material em anexo.

ASCOM SINTURB

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