Aumentam os gastos das empresas de ônibus com combustível

Os insumos integrantes dos custos da operação do transporte público coletivo em Maceió tiveram um salto no período de fevereiro 2012 a janeiro de 2014. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), somente para o óleo diesel e lubrificantes usados pelos ônibus, o aumento foi de mais de 20%. O preço médio do litro do diesel nas distribuidoras, por exemplo, neste mês de janeiro está em R$2,20, enquanto no mesmo período do ano de 2012 o valor era de R$1,81. A consequência disso, segundo a Associação dos Transportadores de Passageiros do Estado de Alagoas (TRANSPAL), recai na falta de investimento no próprio sistema.
“Hoje, boa parte da distribuição dos custos das empresas de ônibus está voltada para o pagamento do óleo diesel e pessoal. Como consequência, têm-se uma diminuição natural do que poderia ser aplicado na melhoria da frota, como a aquisição de ônibus novos, por exemplo”, explica a superintendente do órgão, Ana Lúcia Martins, ao lembrar que, mesmo assim, todos os coletivos de Maceió operam dentro do tempo de vida útil médio de 5,7 anos. Ainda segundo a superintendente, reajustes nos preços dos pneus, recapagem, peças e ônibus novos são fatores que potencializam a falta de investimento no transporte oferecido à população. “Para se ter ideia, em média, a cada 2,5Km percorridos o coletivo gasta 1 litro de óleo diesel. Se compararmos com os carros mais populares, a média é de 13Km com 1 litro de gasolina”, salienta Ana Lúcia Martins.
Outro fator determinante para o alto custo da manutenção das empresas é o pagamento da folha salarial, encargos e benefícios dos funcionários, que hoje atinge quase 50% do custos do sistema de transporte, segundo levantamento feito recentemente pela TRANSPAL. “Após acordo coletivo, foi inserido o plano de saúde a partir 2012. Não somos contra ao incentivo salarial, claro que não. Mas para poder operar tudo isso é necessário o equilíbrio econômico/financeiro das empresas, que atualmente não existe”, frisa a superintendente.
No dia 30 de janeiro, ocorreu a primeira audiência pública para debater a licitação do transporte por ônibus na capital, aberto para que os cidadãos e representantes de empresas interessadas pudessem opinar sobre o transporte público e o processo licitatório. A expectativa da TRANSPAL é de que as empresas, mesmo diante de dificuldades, possam se adequar dentro dos critérios proferidos pela vindoura licitação.

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